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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Pedro Abrunhosa esgota o Teatro Municipal de Bragança

Três noites, três concertos, todos esgotados, na vinda de Pedro Abrunhosa a Trás-os-Montes.



Na actuação de estreia, no Teatro Municipal de Bragança, a sala foi demasiado pequena para receber as cerca de 400 pessoas, ansiosas por ouvir o artista que encanta os mais românticos, desde 1994, com o seu álbum “Viagens”. 


Na cidade da “Domus Municipalis”, monumento a que o músico elogiou no seu concerto, Abrunhosa interpretou um vasto reportório de 18 temas, em 2 horas e 10 minutos, num formato repleto de “covers” e constantes interacções com o público.


 Entre originais, já clássicos da discografia portuguesa, como “Momento”, “Não posso mais” ou “Socorro”, houve um regresso às raízes da música negra com James Brown, aos anos 60 com Jane Birkin no tema “Je T`Aime Moi Non Plus” e, a 1984, com Prince e um dos seus temas mais marcantes, “Purple Rain”, que o lançou, definitivamente, para a categoria de “superstar”.


Mas o que marca esta sua digressão de Inverno 2011, denominada ‘Canções’, é a proximidade mais que evidente com a audiência, convidada a participar sucessivas vezes no espectáculo. Como o próprio Abrunhosa reconheceu, as “private jokes”, expressão traduzida à letra, piadas privada, não são para todos, mas a grande maioria compreendeu-as.


 Num monólogo de opiniões, divertido e sem complexos, Abrunhosa volta a arriscar e a ter sucesso com o público a bater palmas em uníssono. 


Estas “tiradas”, que formam parte integrante do “roadshow”, passaram por algumas incursões pelo mundo da política, criticado pelo artista em várias situações, ao mencionar da Auto-estrada Transmontana, ao revelar-se como um defensor do interior e um apologista da Internet, defendendo os downloads de música por 99 cêntimos e criticando a indústria discográfica pela perda “do valor sentimental dos discos”. 


Depois do concerto em Bragança, com os Comité Caviar, banda que veio substituir os Bandemónio, Abrunhosa seguiu para Vila Real, onde actuou no Teatro na sexta-feira e no sábado.


Por: Bruno Mateus Filena
Jornal Nordeste

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