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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Adega de Foz Côa na falência

A Adega Cooperativa de Vila Nova de Foz Côa fechou as portas na sequência de um processo de insolvência. Um grupo de credores, nomeadamente bancos, estão a estudar a situação para determinar qual é a melhor estratégia para a unidade. 
A solução poderá ser encontrada ao longo deste ano. Uma fonte próxima da direcção adiantou que uma das possibilidades é a venda dos activos da cooperativa em hasta pública para saldar os montantes em dívida. 


Segundo o Jornal Nordeste apurou, a última campanha da vindima já não foi realizada pela cooperativa, mas por uma empresa privada que alugou as instalações daquela unidade para receber e laborar a produção de uvas de dezenas de agricultores de Foz Côa e aldeias das redondezas.


Nos últimos dois a situação económica da adega começou a degradar-se gradualmente, mas em Junho de 2010 chegou-se a um cenário de ruptura, uma vez que o não foi possível saldar uma dívida entre 80 a 100 mil euros que venceu. “Segundo o plano de insolvência, estava previsto saldar essa quantia, não foi possível. O que agudizou ainda mais os problemas que já eram graves”, referiu António Lourenço, membro de uma antiga direcção. 
A Adega Cooperativa de Vila Nova de Foz Côa era uma das mais antigas unidades da região do duriense no sector da vitivinicultura. Há meia dúzia de anos tinha uma imagem de dinamismo e de prosperidade, com vinhos a receber prémios. “As coisas foram piorando, ia havendo dinheiro, os sócios iam recebendo e pensavam que estava tudo bem. Em simultâneo iam-se contraindo empréstimos junto da banca, não se pagavam. Tudo se complicou”, recordou. 

“Há sócios que ficaram sem receber, nem sabem quando poderão ser ressarcidos”

Há dois anos a direcção foi substituída, mas os novos elementos já não conseguiram pôr termo ao cenário negativo que assolava a cooperativa. 


Agora teme-se que o montante total da dívida seja muito superior ao valor dos activos da adega e dos stocks. Além disse estão a correr vários processos em tribunal. “Há sócios que ficaram sem receber, nem sabem quando poderão ser ressarcidos”, afirmou António Lourenço.
Apesar dos esforços, não foi possível chegar à fala com os membros da última direcção.


Fonte:Jornal Nordeste 

IPB é o motor da economia da região

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) é uma das três maiores empresas em Bragança e Mirandela, no que toca à geração de riqueza e à criação de emprego
A conclusão é de um estudo desenvolvido pela docente da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela, Joana Fernandes, no âmbito da sua tese de doutoramento.


Os resultados do trabalho de investigação desenvolvido por Joana Fernandes foram apresentados, na passada sexta-feira, à comunidade. Os dados remontam a 2007, altura em que o IPB tinha pouco mais de 6 682 alunos, funcionários e docentes, um número que, actualmente, se situa nas 8500 pessoas, o que indicia o aumento do peso económico da instituição na região.
Há quatro anos atrás, o IPB gerava um volume de negócios na ordem dos 52 milhões de euros, o que corresponde a 8,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) de Bragança e Mirandela. A instituição de ensino contribui, ainda, para a criação de 3 378 empregos directos e indirectos. “Importa realçar, ainda, que consegue atrair alunos de outros pontos do País para esta região, que é mais isolada e desfavorecida”, salienta Joana Fernandes.

Estudo revela que o IPB é um dos maiores empregadores da região, estando ao nível da Faurecia e do Centro Hospitalar do Nordeste

Este trabalho científico confirma a importância desta instituição de ensino superior e, ao mesmo tempo, justifica a aplicação dos apoios estatais na região. “Cada vez mais as instituições têm que justificar os orçamentos que recebem e também têm que justificar perante a região qual o benefício que elas obtêm por albergar uma instituição destas”, lembra a docente.
Nesta linha, o governador civil de Bragança, Jorge Gomes, salienta o facto desta tese demonstrar o retorno do investimento do Estado. “Cada euro gasto dá um rendimento de 133 por cento”, frisa o responsável.
No que toca a investimentos, o vi­ce-presidente da Câmara Municipal de Mirandela, António Branco, espe­ra que estes números contribuam pa­ra a construção das novas instalações da escola de Mirandela.
Já o presidente da Câmara Muni­cipal de Bragança, Jorge Nunes, enaltece a importância ao nível da qualificação das instituições.
Por seu lado, o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, lembra que a par do impacto económico, a instituição também contribui para o desenvolvimento social e cultural da região.


Por: Teresa Batista
Jornal Nordeste 

Montaria rendeu 11 javalis na Zona de Caça Municipal de Sambade, no concelho de Alfândega da Fé

11 javalis foram abatidos, no passado dia 8, na Zona de Caça Municipal de Sambade, no concelho de Alfândega da Fé.
Os caçadores, oriundos de diversos pontos da zona Norte, rumaram ao Nordeste Transmontano, para um dia de convívio. 
“Ficamos muito satisfeitos com o número de animais mortos, que varia de ano para ano. Já aconteceu matarmos 12, mas também já tivemos anos com oito”, conta o presidente da Junta de Freguesia de Sambade, Carolino Pimentel.


A mancha foi definida na zona de Caça Municipal de Sambade, onde abundam castanheiros bravos e sobreiros, que são fontes de alimento para estes animais. “ Estimamos que nesta zona existem cerca de 70 porcos. Muitos fugiram, mas acreditamos que na próxima montaria, que poderá realizar-se já no próximo mês, vamos ter um maior número de pessoas”, realça o autarca.


Esta montaria, organizada pe­la Associação Florestal de Trás-os-Montes e pela Junta de Freguesia de Sambade, contou com 90 participantes.
Antes de partir para o terreno, os caçadores aconchegaram o estômago com produtos tradicionais, como chouriça assada, alheira, presunto e queijo, seguindo-se uma sopa de batata e cebola.
Depois da caçada, foi servido o almoço, por volta das 15 horas, onde não faltou a vitela e o frango estufado.
Apesar da chuva que caiu durante a manhã, Carolino Pimentel afirma que as condições climatéricas não dificultaram a vida aos caçadores, auxiliados por seis matilhas.
No final, os animais foram vendidos em leilão, tendo rendido, no total, 1700 euros.


Por: Teresa Batista
Jornal Nordeste

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Mandem fotos e videos ........

Isto e um pedido pessoal meu.

Quero que as pessoas que me mandem fotos ou pequenos vídeos da Moimenta , fotos das festas, da Feira Franca Anual, de paisagens , de lugares, de gente,  etc...

Mandem o que quiserem sobre a Moimenta e  também podem mandar de outras aldeias do Concelho de Vinhais .

Isto porque para eu poder posta-las aqui no blog para que toda a gente as veja.

Eu sei que toda a gente gosta de fotos por isso agradeço imenso que me mandem o que quiserem ver aqui no blog.....

Mandem tudo para  manueljoao23@gmail.com   sff, eu agradeço imenso.

João Neto 
(admin)

Montaria ao Javali em Candedo dia 22 de Janeiro 2011

Império Show festa 2010 em Melhe Vinhais - video



Fotos e videos festa melhe 2010.
Imperio show em melhe vinhais.

Transmontanos ganham lotaria espanhola

António Santos preparava-se pa­ra regressar ao trabalho quando soube que tinha ganho a Lotaria de Reis espanhola, no valor 1 milhão de euros. 


Nesse dia já tinha 73 reservas de jantares, mas quem entrou no seu restaurante, em Madrid (Espanha), acabou por ter direito a bar aberto porque já não houve tempo nem disposição para preparar as dezenas de refeições.

Há 20 anos que comprava o número 70013 e, desta vez, a sorte contemplou-o com um prémio que lhe garante o merecido descanso, após 30 anos de trabalho na capital espanhola, sempre ligado ao ramo da restauração.


Natural de Pinela, concelho de Bragança, António Santos é milionário aos 45 anos, mas carrega consigo uma vida de trabalho, de longas horas atrás do balcão, em anos em que não havia tempo para folgas ou férias. “Agora já fechávamos ao sábado, no mês de Agosto e na Páscoa, mas durante 10 anos nunca parávamos”, garante a esposa, Maria de Lurdes Ramos, 48 anos. Natural de Carção (Vimioso), foi para Espanha aos 11 anos e começou bem cedo a “lavar panelas”, à procura da fartura que uma família com 10 irmãos não lhe podia dar. 


Esta semana ainda abrirá as portas do restaurante “Pendo Léon”, mas só até escoar a comida armazenada e arrendar o espaço.

Nada que o casal já não tenha feito com o snack-bar Crisba, igualmente em Madrid, que foi arrendado na semana passada. “Antes estava cada um no seu restaurante e revezávamo-nos porque o horário é longo, das 7:30 às 2:00 horas”, recorda António Santos.


Com os milhares da “taluda”, o casal vai descansar e liquidar uma dívida à banca de 200 mil euros, contraída para remodelar totalmente o “Pendo Léon”, que alberga confortavelmente 150 comensais.


Depois, dividirão a vida entre Madrid e a casa de Carção, já que não pensam regressar definitivamente a Portugal. “Temos lá a nossa filha, de 23 anos, que já nasceu em Madrid e também tem trabalhado muito. É lá que vamos ficar”, confessa Maria de Lurdes Ramos.


Por: João Campos
Jornal Nordeste

Empresária chinesa compra Torralta - Bragança

O edifício do hotel e cinema Torralta, em Bragança, foi vendido à empresária que abriu o primeiro restaurante chinês em Bragança, apurou o Jornal NORDESTE.
A escritura do imóvel, cujo valor não foi revelado, foi assinada no final do ano passado e sabe-se que está em curso uma candidatura ao QREN para remodelar totalmente o edifício, mantendo a actual linha arquitectónica.


O projecto, orçado em 600 mil euros, prevê a criação de uma unidade de quatro estrelas, enquadrada no segmento de hotel design ou de charme.
Umas das alterações mais visíveis terá lugar na recepção, que ocupará parte do espaço onde funcionava o restaurante self-service, encerrado há alguns anos.


A unidade contará com um pequeno auditório para congressos, mas este não substituirá a enorme sala de cinema, para a qual ainda não existe uma solução de requalificação.
A nova proprietária do hotel desenvolve os seus negócios na cidade de Bragança, tendo aberto um restaurante de comida chinesa na Av. Sá Carneiro, corria o ano de 1997.


Recorde-se que o hotel, denominado S. José Nordeste, pertencia ao empresário Isidro José Afonso e chegou a ter a categoria de 3 estrelas. Antes de ser vendido à empresária chinesa, a unidade estava classificada como pensão de 2 estrelas e necessitava de obras profundas para reabrir ao público, de modo a cumprir as novas normas da Direcção-Geral de Turismo.


Esta transformação vai ocorrer com fundos comunitários, evitando a perda de um edifício considerado emblemático, e que durante muitos anos albergou o único hotel situado no centro da cidade.


Jornal Nordeste

Rebordaínhos preserva Reis à moda antiga + video

A tradição secular de cantar os Reis ainda se cumpre em Rebordaínhos, no concelho de Bragança. Quatro cantadores, acompanhados por um careto vestido a rigor, percorrem a freguesia e entram em todas as casas para cantar os Reis e rezar pelas almas.


As pessoas oferecem bolo, bombons e bebidas, mas não esquecem a esmola para as almas, uma espécie de homenagem àqueles que já partiram.
A festa é organizada pelo mordomo das almas, que é a pessoa responsável pela gestão das esmolas e por mandar rezar as missas durante o ano. No dia de Reis, que, actualmente, é celebrado no domingo mais próximo, visto que durante a semana há muitas pessoas que não estão na aldeia, o mordomo é o responsável pelo repasto. Este ano, Maria Augusta Pires é a mordoma das almas. Anteontem, a manhã foi passada a preparar o almoço para o careto e cantadores. “Tenho vitela, cordeiro, leitão, chouriça, polvo frito, pão e vinho”, enumera a mordoma.


Para além de mandar rezar as missas, Augusta Pires afirma que gostaria que o dinheiro chegasse para mandar fazer três cruzes, que, antigamente, existiam nas três entradas da aldeia. É uma tradição que esta habitante de Rebordaínhos, recém-chegada de França, gostaria de revitalizar. “Vamos ver se conseguimos dinheiro”, acrescenta.
A chuva que caiu na manhã de anteontem não demoveu os cantadores, que iniciaram a ronda pelas casas nos lugares anexos e terminaram na sede de freguesia. O careto, com uma foice numa mão e a maçã onde mete as gorjetas na outra, não pára de correr pelas ruas, transformando este dia numa festa animada, em que ninguém leva a mal as suas travessuras. “Antigamente, havia caretos que deitavam um ou dois chouriços abaixo com a foice, porque aqui a maioria das pessoas tem fumeiro em casa. Mas este porta-se bem”, enfatiza António Rodrigues, de 51 anos.
Este habitante de Rebordaínhos canta os Reis há 10 anos e garante que esta tradição tem condições para se manter. “Tem uma componente religiosa forte e as pessoas estão muito envolvidas, porque o dinheiro que juntamos é para as almas”, acrescenta o cantador.

População de Rebordaínhos teima em manter viva tradição secular com uma forte componente religiosa.

As vozes são todas diferentes, o que, por vezes, torna a percepção dos versos complicada. No entanto, a maioria das pessoas já conhece bem as cantigas que vão passando de geração em geração. “Em tais festas como estas; Cantam-se os reis aos fidalgos; Também nós os cantaremos; A estes senhores honrados. Rei Gaspar e Baltasar; São três reis com Belchior; Todos os três vão adorar; Jesus Cristo Redentor” são alguns dos versos que os cantadores vão entoando de casa em casa.
Ao longo dos anos, o tipo de esmola doada pelas pessoas foi-se. Enquanto, antigamente, os habitantes da freguesia davam cereal, batatas, ovos ou castanhas, actualmente, a esmola é em dinheiro. “Naquele tempo não havia dinheiro. Cada um dava o que tinha”, conta António Rodrigues.
Os tempos mudaram, as ofertas também, mas a população de Rebordaínhos teima em manter viva uma radição secular, que é seguida pelos jovens da aldeia, que não se cansam de correr atrás do careto.


Rebordaínhos mantém tradição dos Reis à moda antiga veja o video aqui:




Fotografia: Rui Ferreira
Por: Teresa Batista
Jornal Nordeste

Doente com gripe A transferido de Bragança para o Porto

Um homem deu entrada no Centro Hospitalar do Nordeste, na semana passada, com gripe A.
O paciente, natural do concelho de Mirandela, deu entrada no hospital de Bragança no final da semana mas foi transferido de urgência para o S. João, no Porto, depois de ter desenvolvido complicações pulmonares.

Sem gravar declarações, o gabinete de comunicação do CHNE admite a recepção do doente e que “foram tomadas todas as medidas de prevenção e protecção”.
 A mesma fonte garante que todas as pessoas que contactaram com o doente foram colocadas sob vigilância.Por isso, o CHNE garante que “não há qualquer risco nem para os utentes nem para os profissionais” do hospital.
Este é o primeiro caso de gripe A registado no distrito de Bragança desde Setembro.

Desde o início da epidemia, em 2009, registaram-se menos de uma dezena de casos em todo o distrito de Bragança.
Escrito por Brigantia

Nasceram mais crianças em 2010 no distrito de Bragança do que no ano anterior

Em 2010, aumentaram quase cinco por cento os nascimentos no distrito de Bragança.
Um número que vem contrariar a tendência de descida.
No ano passado, o Centro Hospitalar do Nordeste registou 636 nascimentos na maternidade de Bragança, mais 29 do que no ano anterior.
 O que corresponde a um aumento de 4,7 por cento.
E superam mesmo os 626 nascimentos registados em 2008 e os 572 de 2007, o ano a seguir ao encerramento da maternidade de Mirandela e em que o serviço passou a funcionar apenas em Bragança.

O director clínico, Sampaio da Veiga, atribui esta subida a um aumento de confiança das grávidas do distrito nos serviços do CHNE, sobretudo as de Mirandela.

“Após uma fase mais ou menos crítica, devido à junção das maternidades de Mirandela e Bragança, há uma reacção positiva dos casais do Nordeste para se deslocarem a Bragança com um à-vontade que anteriormente não existia, fruto de vícios e localismos ou influências que médicos e outras entidades podem, localmente, exercer. Mas as pessoas já perceberam que em Bragança passaram a ter todas as condições fundamentais para que os seus partos decorram com toda a qualidade”, explica o director clínico do CHNE.

Sampaio da Veiga aponta a presença constante de um cirurgião e outro em prevenção como uma das evoluções. Mas garante que as melhorias no serviço não se ficaram por aí.

“Somos dos poucos hospitais do país que executa todo o estudo ecográfico da gravidez. Desde há dois anos que contratámos um especialista que faz as ecografias morfológicas”, sublinha.

O director clínico do CHNE sublinha ainda que o maior acompanhamento que agora é feito durante a gravidez também contribuiu para ajudar a criar um sentimento de confiança nas pessoas.

“É evidente que as grávidas são atendidas durante toda a gravidez quer pelos centros de saúde quer pelas unidades hospitalares de Bragança e Mirandela. Tudo isto contribui para reforçarmos a tendência que se viveu no país e termos uma subida no número de partos em 2010”, conclui Sampaio da Veiga.
 Recorde-se que em Portugal também se espera um aumento do número de nascimentos em 2010.
Apesar de as contas ainda não estarem feitas, os primeiros números apontam para um aumento de cerca de mil nascimentos.


 No distrito de Bragança houve mais cerca de 30 nascimentos do que em 2009.
Mas, mesmo assim, o distrito ainda ficou aquém dos 712 nascimentos registados em 2006.


Escrito por Radio Brigantia

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

CINEMA - Gru - O Maldisposto - 8 de Janeiro em Vinhais

Ano Novo violento em Bragança

A madrugada do dia 1 de Janeiro revelou-se uma das mais violentas dos últimos tempos. 
Só na Unidade Hospitalar de Bragança houve 5 entradas por agressão, tendo dois cidadãos apresentado queixa por agressão, segundo informações do comandante da PSP, Amílcar Correia.

O primeiro, César Alves, foi atacado por um grupo de jovens num espaço de diversão nocturna da cidade, onde entrou acompanhado por familiares. “Pedi um copo, fui dar uma volta e fiquei no varandim a olhar para baixo. Estavam ali 4 miúdas à frente e uns rapazes atrás. Só me lembro de levar um pontapé e um murro no olho e não me lembro de mais nada”, garante, acrescentando que não provocou ninguém. 


O segundo caso, mais grave, aconteceu nas imediações do mesmo estabelecimento. A vítima, Márcio Coutinho, teve um traumatismo craniano, vários hematomas no corpo e na cabeça, a par de um braço dilacerado. Saiu do Hospital de Bragança às 18 horas de 1 de Janeiro, após ter assinado um termo de responsabilidade. 


O irmão da vítima, Bruno Coutinho, relata os momentos da agressão. “Estava dentro da discoteca e quando cheguei lá fora vi um segurança a dar socos na cara do meu irmão”, revela Bruno, que também chegou a ser agredido. “Depois apareceram vários indivíduos de raça negra a agredirem-no com garrafas na cabeça, nas mãos, em todo lado. Limitei-me a agarrar o meu irmão, a tentar tapar todos os ângulos para que não fosse agredido e a levá-las eu por ele”, acrescenta o jovem de 27 anos. O caso seguirá, agora para Tribunal. 


Na Rua do Loreto houve três viaturas danificadas na madrugada da passagem, ao passo que a Casinha do Pai Natal, na Praça da Sé, também não escapou aos actos de vandalismo.



Por: Bruno Mateus Filena
Jornal Nordeste.

Rapazes de Babe mantêm tradição dos Reis

Entre o Natal e os Reis há festas quase ‘no stop’ na freguesia de Babe, constituída pelas aldeias de Babe e Laviados, no concelho de Bragança. São duas semanas em que todos os caminhos vão dar à Alta Lombada.


A freguesia é transformada num verdadeiro ponto de encontro de emigrantes e migrantes que regressam de férias por esta altura, mas também de habitantes de Bragança e de aldeias vizinhas. “Animação não falta, para todos os gostos e idades”, promete o presidente da Junta, Alberto Pais. 


As festividades terminam este sábado, 8 de Janeiro, Dia de Reis com a Festa dos Rapazes, altura em que serão nomeados os mordomos de 2012, pois a organização deste evento já esteve a cargo dos mordomos de 2011, escolhidos no Natal. Nesse dia serão ainda leiloadas as roscas oferecidas pelas mordomas, cuja receita apurada reverte a favor da igreja. 


Normalmente a disputa pela compra dos bolos anima o dia após a missa, garante a população. São 25 os mancebos que este ano vão entoar os velhos cânticos das Janeiras. 
Nas duas localidades, Babe, sede de freguesia, e Laviados, uma aldeia anexa, no espaço de duas semanas realizam-se nove festas.


As festividades tradicionais começaram em Laviados, nos dias 23 e 24, com a Festas dos Rapazes, que em Babe decorreram a 25 e 26. Depois disso decorre, em Babe, a Festas dos Casados, a 30, que começou a ser realizada há cerca de uma década, de alguma forma é uma resposta ao saudosismo da mocidade e da vida de solteiro, pois a maioria dos intervenientes já antes entrou nas Festas dos Rapazes. Esta actividade junta habitualmente entre 80 a 90 homens em torno de uma grande mesa. 

No espaço de duas semanas realizam-se nove festas
na freguesia


As jovens da freguesia fazem assim a sua despedida do ano velho e entra no ano novo com a Festas das Raparigas, nos dias 31 de Dezembro e 1 de Janeiro. “Uma inovação que surgiu como uma demonstração da emancipação da mulher”, acredita o autarca. 


Todas estas festas têm um aspecto em comum, promovem o convívio entre pares, em volta de uma mesa farta, em que a carne de vitela faz parte do menu, tal como outras iguarias. 
São, porém, as Festas dos Rapazes as mais tradicionais. A sua origem está oculta nas brumas da memória, “sendo consideradas milenares”, explicou Alberto Pais. 


Destinadas aos homens solteiros, que fazem rondas pela aldeia ostentando bandeiras. A jornada inicia-se cedo com as alvoradas, onde o juiz e o meirinho fazem a chamada e quem não aparece é multado, prossegue com as rondas, animada pelos sons da gaita-de- foles, e os banquetes preparados pelos rancheiros. São 48 horas intensas, em que antigamente era proibido dormir. “As festas de inverno são mais significativas, mais carismáticas e típicas desta zona”, frisou o autarca.

Glória Lopes
Jornal Nordeste

Brigantino continua desaparecido na Madeira

Na madrugada do dia 20 de Dezembro, Óscar Quintas, natural de Bragança, desapareceu na ilha da Madeira. No dia seguinte, pelas 10:30, seria suposto embarcar no avião que o traria de volta a casa, para passar o Natal com a família.


O carro do professor de Inglês, a leccionar na Escola do Lombo dos Aguiares, no Funchal, foi encontrado abandonado na manhã de segunda-feira na Ribeira Grande. 


O facto de estar bem próximo de um local onde ocorreu, nessa noite, o desabamento de uma estrada e de se encontrar com a chave na ignição, porta do condutor aberta e faróis acesos, são duas peças de um puzzle que adensam o mistério. 


Presume-se que o docente de 34 anos tenha sido arrastado pelas enxurradas provocadas pela forte intempérie que se abateu sobre a ilha. “A tese mais forte, até ao momento, é que o meu irmão possa ter sido levado pela enxurrada, devido ao desabamento da estrada. O único bocado que resistiu era onde estava o carro, intacto”, conta Bruno Quinta, irmão do professor desaparecido. 

Investigação tem prosseguido 
sob a alçada da Polícia Judiciária


A investigação tem prosseguido sob a alçada da Polícia Judiciária e as buscas continuam, mas, devido ao mau tempo, tiveram que ser interrompidas por diversas vezes. Informações e pistas que possam levar ao seu paradeiro ou esclarecer o seu desaparecimento têm sido escassas ou quase inexistentes. “Estamos na mesma incerteza do dia 20. Estamos no mesmo ponto de partida. Sem notícias nenhumas, nem dados novos que apontem algo concreto”, desvenda o familiar. 


A esperança mantem-se, mas a desilusão também está bem presente. “É essa esperança que me atormenta a mim e à minha família. É estar a levantar-me todos os dias com a ideia que vai surgir algo novo e deitar-me com essa mesma esperança. Mas, a cada minuto que passa, é mais improvável que isso aconteça”, confessa.
O militar deslocou-se hoje à ilha, na busca de respostas. “Tenho de estar no terreno e ver com os meus próprios olhos. Eu sei que é assustador, mas quero procurar sentir aquilo que realmente se passou”, confidencia.


Jornal Nordeste