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quinta-feira, 22 de julho de 2010

ANIMAÇÃO DE VERÃO EM VINHAIS 2010 - 4 JULHO - 27 AGOSTO


Para saber mais acerca do programa, concertos , horários etc, carregue aqui.

II Prova de Perícia de Vinhais 7 de Agosto de 2010


Para saber mais carregue aqui.

Campeonato Distrital de Chegas de Touros em Vinhais 2010


Aqui fica o programa , quem quiser saber mais carregue aqui.

Nereida Gallardo esteve em Bragança na Discoteca Mercado e revelou que se vai casar já em Agosto

 Nereida Gallardo de casamento marcado 











Entrevista a Nereida Gallardo , numa presença da ex-de Ronaldo na Discoteca Mercado em Bragança.


A modelo espanhola Nereida Gallardo, que ficou famosa depois do seu relacionamento com Cristiano Ronaldo, revelou ao Jornal Nordeste, e em exclusivo, a data do seu casamento com o empresário maiorquino Pedro Sabater. Fala na sua despedida de solteiro, na lua-de-mel e descreve a sua relação passada com um dos melhores jogadores de futebol do mundo.

1 @ Para além das presenças em discotecas, que outros trabalhos tens feito?
R: Recentemente, fiz uma sessão fotográfica para dois fotógrafos, uma delas na praia, cujas fotos estão no Facebook para que todos possam vê-las. E, agora, recebi uma proposta de trabalho de uma casa de jóias, que espero que se realize, pois há um inconveniente que é o meu casamento. 

2 @ A boda será para quando?
R: Caso-me a 21 de Agosto e, depois, vou de lua-de-mel de 23 até ao dia 31. Creio que o trabalho seria a 29 de Agosto e, nessa altura, devo estar por Nova Iorque. Muito longe... Pela América! Não sei! Vai ser uma surpresa dos meus pais. Às tantas, até me engano...

3 @ Conta-nos como foi a tua despedida de solteira?
R: Primeiro, fomos a Maiorca e, depois, apanhámos um barco, sem dormir, para Ibiza, onde passámos dois dias. Então, aí, a festa foi um bocadinho mais fraca, dado que a de Maiorca tinha de ser maior. Foi muito bom! 

4 @ Como é que conheceste o Pedro Sabater? 
R: Numa discoteca! O normal... Mas já o conhecia de vista do ginásio. Ele antes trabalhava para uma discoteca, mas, agora, tem uma empresa de alimentos, limpeza e, também, de eventos. 

5 @ Estiveste 8 meses com o Cristiano Ronaldo. Como é que defines a tua relação com ele?
R: Foi bonito, enquanto durou...No momento, era tranquila e, pensava eu, sincera. Depois, no final, senti-me um pouco defraudada. 

6 @ Nesta tua primeira vez em Bragança, que é que opinas sobre esta cidade?
R: Na verdade, não imaginava que a discoteca fosse tão bonita! Fiquei encantada com as pessoas, são verdadeiramente simpáticas e o espaço é incrível.

7 @ Consta-se que terminaste os estudos... Em que área?
R: Auxiliar de Enfermagem e Dietética e Nutrição. Ainda bem que acabei! Não gostava nada ter que estudar! Não quero mais...

8 @ No futuro, vês-te a trabalhar em quê?
R: Preferia trabalhar como enfermeira e não como dietista porque eu gosto de comer muito...

9 @ Como é que manténs a forma? Fazes alguma dieta?
R: Não! Apenas faço ginásio três vezes por semana. 

10 @ Em Portugal, qual é a tua cidade predilecta?
R: A verdade é que não tenho preferências porque, tão pouco, tenho tempo de conhecer as cidades. Sempre que vou a qualquer lado é para trabalhar e regresso a casa, quase sempre, no dia seguinte. A verdade é que gostaria de conhecer todos os locais onde já estive, desde o norte ao sul do país. No entanto, o local onde mais trabalho é no Porto, muito mais do que no Algarve ou em Lisboa e, sobretudo, no Verão. Muito mais do que no Inverno. 

11 @ Como espanhola, como é que vês a actual situação do teu país?
R: Espero que seja uma situação transitória, porque há muita gente a passar por dificuldades, já que, é muito difícil arranjar trabalho. Procura-se e não se encontra. É uma pena! Ainda por cima, sobem a percentagem do IVA. Tiram as casas às pessoas... É um problema! Um desastre...

12 @ Que farias tu, se estivesses no lugar de Zapatero?
R: Tentaria que isto fosse melhor para todos os cidadãos e não só para o Governo.

13 @ Que tipo de música gostas de ouvir?
R: Gosto de quase todo o tipo de música! Mas, prefiro dance e house music... O marido da Merche Romero, o dj Vibe, é muito bom! 

14 @ Os portugueses tratam- -te bem? 
R: Quase melhor do que em Espanha... A verdade é que não tenho nenhuma queixa! Estou muito contente e feliz por estar aqui.

15 @ Num documentário sobre a vida selvagem, que animal interpretarias?
R: Um tigre ou uma leoa, ou então um golfinho. 

16 @ Se pudesse passar uma noite com uma personalidade nacional ou mundial, política, desportiva, cultural ou outra, em quem recairia a sua escolha?
R: Neste momento, nenhuma! A personalidade que tinha de ter, já a tive, que foi o Ronaldo. Assim, agora, fico com o meu noivo que é perfeito. Pensando melhor, o Brad Pitt. Gosto muito dele e da Angelina Jolie, dos dois...

17 @ O que é que consideras ser inaceitável num homem?
R: Que seja machista e que queira ter sempre razão...

18 @ Se pudesses pedir três desejos ao génio da lâmpada, quais seriam?
R: Primeiro, saúde para mim e para a minha família. Depois, conservar um bom ritmo de trabalho e ser feliz com o meu namorado para o resto da minha vida... Não me quero separar! 



Por: Bruno Mateus Filena - Jornal Nordeste
Fotos:Nordeste -BMF



Fotos Nereida Gallardo em bragança mercado club.
Nereida Gallardo em bragança fotos e entrevista. 

Touros em combate em Vinhais - Já começou o Campeonato deste Verão de 2010

Começou em Vinhais o Campeonato Distrital de Chegas de Touros de Raça Mirandesa



No dia 17 de Julho, apesar do calor, foram muitas, ainda, as pessoas que marcaram presença no Chegódromo de Vinhais, onde se deu início, pelo segundo ano consecutivo, ao Campeonato Distrital de Chegas de Touros de Raça Mirandesa.
“Esperemos que este ano corra um bocadinho melhor. Com algumas alterações que introduzimos, julgamos que o campeonato será mais competitivo. O sucesso parece garantido, uma vez que aumentámos o número de candidatos, passámos de 23 touros no ano passado para 32 este ano”, revelou Carlos Silva, administrador da PRORURIS (Empresa Municipal de Desenvolvimento Rural de Vinhais), a entidade organizadora do evento.
No próximo sábado, a 24, terminar-se-á o apuramento dos 8 touros finalistas de cada escalão para quartos de final, meias-finais e final, através de um sistema de eliminação introduzido, apenas, neste campeonato, em que o touro derrotado sai imediatamente.



De acordo com o responsável das Chegas, os animais não sofrem qualquer tipo de lesão. “Os touros disputam, entre si, a prevalência em praça, a força, a valentia, a destreza e a bravura. Quando o animal sente não ter condições para vencer, normalmente, dá-se por vencido e o confronto termina por aí, sem problemas”, afiançou Carlos Silva. Autênticas provas de esforço para animais que conseguem atingir um peso superior a uma tonelada.


De salientar que, a 31 de Julho, haverá um espectáculo com touros e anões e, no dia 14 de Agosto, às 17:30, acontecerá uma grande corrida de touros com a consagrada Ana Baptista, que faz 10 anos de alternativa, Filipe Gonçalves, “O Furacão do Algarve”, e Mateus Prieto, uma jovem promessa do toureio a cavalo. Marcarão presença, também, o Grupo de Forcados Amadores da Chamusca e o Grupo das Caldas da Rainha, que integra alguns transmontanos. No dia seguinte, domingo, serão as meias-finais das Chegas de Touros e, a 22 de Agosto, acontecerá a Grande Final.


O início de uma chega que ultrapassou os 7 minutos e que deixou o derrotado (à esq.) a cambalear.

Fonte:Jornal Nordeste - Bruno Mateus Filena

domingo, 11 de julho de 2010

Milhares no Encontro de Gerações em Vinhais

Mais de 3500 pessoas participaram no IV Encontro de Gerações de Vinhais, uma moldura humana que impressionou o próprio presidente da Câmara, Américo Pereira.

O evento teve lugar anteontem, no largo do Santo António, à entrada da vila, e juntou gente de todas as idades e de todas as aldeias do concelho, num almoço animado pela actuação do grupo de pauliteiros de Miranda do Douro e pelo artista Nel Monteiro. Do programa constou ainda uma missa campal, animação musical com as bandas filarmónicas de Rebordelo e Vinhais.




 A festa foi rija e a alegria era patente nos rostos dos mais velhos que assim tiveram oportunidade de rever pessoas que, em alguns casos, não viam há décadas e de reatar amizades antigas.


O Encontro de Gerações tem co mo objectivo promover um encontro dos residentes no concelho para, pelo menos uma vez por ano, terem oportunidade de se conhecerem e conviverem.
“Vivemos num mundo cada vez mais egoísta, mas nos nossos concelhos predomina uma população mais idosa e as autarquias devem ter a preocupação de se associarem e fazerem estes convívios”, explicou o autarca.

Contributo das Juntas
de Freguesia é decisivo
para mobilizar população

A mega organização que contou com a ajuda dos presidentes de Junta das várias freguesias, um empenho realçado por Américo Pereira. “O objectivo é que as pessoas venham, se encontrem e convivam”, sublinhou. 
O concelho de Vinhais tem um número elevado de população idosa e a solidão é um dos problemas que esta faixa etária enfrenta. “Não foi difícil juntar tanta gente, gostamos que toda a gente venha, é um trabalho feito pelas Juntas que nestas alturas esquecem as divisões políticas e ideológicas e associam-se todas a esta magnifica festa”, defendeu.


Américo Pereira não esconde que o concelho podia estar melhor servido de instituições de apoio aos idosos e reconhece que há carências. “Estamos a tentar inverter essa pirâmide. No final deste mandato estaremos razoavelmente bem servidos, mas ainda não estamos”, afirmou. Em fase de conclusão estão vários equipamentos, nomeadamente nas aldeias de Moimenta e Rebordelo.

Glória Lopes- Jornal Nordeste

Confraria Ibérica quer Bragança como capital da castanha

A Confraria Ibérica da Castanha quer alargar o raio de acção a outros países da União Europeia, para além de Portugal e Espanha. 


A ideia foi defendida este fim-de-semana, durante da assembleia-geral da confraria que teve lugar no Teatro Municipal de Bragança. 

França e Itália podem ser os primeiros países onde se vai investir. O objectivo da confraria é ganhar uma posição de liderança e transformar Bragança na capital da castanha ao nível europeu. O grão-mestre da Confraria Ibérica da Castanha, Gilberto Batista, referiu que o alargamento a outros países passa por conquistar confrades de países que têm sido representados por vários oradores estrangeiros em colóquios organizados pela entidade transmontana. “De França já temos alguns, mas agora é preciso começar a apostar na Itália”, referiu. “Estes são os países que nos interessam mais pois são eles quem mais dinheiro ganha, com a castanha, porque lhe dão maior valor acrescentado”, acrescentou. 


Cada vez mais a confraria se quer afirmar como catalisador e condutor do processo relacionado com a castanha. 
A Assembleia-geral da Confraria Ibérica da Castanha, que incluiu a apresentação do relatório de contas de 2009, aprovou ainda a proposta de admissão de 15 novos confrades e eleição os órgãos sociais para 2010/2011. 


Na mesma sessão destacou-se a necessidade de organizar actividades fora da época do fruto, no Outono, o que poderá passar pelo aproveitamento na gastronomia e o aproveitamento no novo conceito de turismo, através da realização das rotas do castanheiro em flor. Mas, para o efeito é necessário partir para o terreno e sinalizar percursos, tornando-os visitáveis. No final das actividades da assembleia-geral, os confrades participaram num passeio por uma zona de castanheiro em flor em várias aldeias, nomeadamente em Donai, com paragem em Oleiros, seguindo por Rabal até Palácios, onde decorreu a entronização dos novos confrades. Neste grupo destacou-se o professor Vera-Cruz Pinto, director da Faculdade de Direito de Lisboa. 
“Nos últimos três anos criaram-
-se mais produtos à base 
de castanha do que em 50 anos”


Posteriormente foi servido um jantar com pratos confeccionados com castanha. O grão-mestre da Confraria realçou a importância de introduzir na gastronomia pratos à base de castanha, e que o facto de estarem a degustar estas iguarias “se devia ao empenho que tem trabalhado para que a castanha seja valorizada”.
Para o grão-mestre “nos últimos três anos criaram-se mais produtos à base de castanha do que em 50 anos”, e dá como exemplos o «Ouriço de Bragança», um doce da autoria de Eurico Castro, e o «sabonete de castanha», apresentado pela «Oriflame» na «Norcastanha».


Jornal Nordeste

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Freguesias de Vinhais em convívio na Gestosa

As autarquias de Vinhais reuniram-se, no passado sábado, em mais um Encontro de Juntas de Freguesia, que juntou cerca de 147 pessoas dos diferentes pontos do município na praia fluvial do Rabaçal, em Gestosa, na freguesia de Vilar Seco.

Segundo José Henrique Silva, presidente da Junta de Freguesia de Vinhais e representante das freguesias, o objectivo desta iniciativa é proporcionar o convívio entre os autarcas, que têm oportunidade de se conhecerem melhor e de trocar experiências sobre gestão autárquica. “É um concelho com 35 freguesias e 104 aldeias dispersas por 704 quilómetros quadrados. O nosso município é enorme, a desertificação das aldeias tem-se acentuado e é preciso criar movimento”, salientou o autarca.


O presidente da Junta de Freguesia de Vilar Seco, António Barreira, afirma que recebeu este encontro de braços abertos, tendo em conta a beleza da paisagem envolvente. “Considero que tenho na minha freguesia um local com condições e muita beleza natural para oferecer um grande dia aos autarcas do concelho”, realça o autarca.
Esta actividade realiza-se cada ano em sua freguesia, o que permite aos autarcas conhecerem melhor a realidade das outras aldeias. 


Preocupado com a desertificação, José Henrique Silva afirma que a aposta deve ser no turismo. “Temos um concelho com uma beleza natural única e temos muita gente a contactar-nos para vir cá, principalmente aos fins-de-semana. Nesse sentido, devemos apostar nesta área para sermos visitados com mais frequência e para dinamizarmos a nossa economia”, afirma o autarca.


António Barreira salienta que a freguesia tem conseguido cativar mais gente através dos investimentos privados em Turismo de Habitação e dos percursos pedestres ao longo do Rabaçal, que, durante o ano passado, foram percorridos por 400 pessoas.
No final do almoço, os autarcas apostaram no lazer junto ao rio, tendo participado em diversos jogos tradicionais.


Por: Teresa Batista- Jornal Nordeste

sábado, 5 de junho de 2010

Obras na EN 308 já arrancaram - Finalmente, estava a ver que não!!!!!

Já arrancaram as obras de beneficiação da EN308 / EN308-3, entre Dine (Vinhais) e Bragança.

A empresa Construções Gabriel A.S. Couto, S.A. procede, actualmente, à sinalização dos trabalhos e encontra-se a fazer a limpeza de bermas no troço Bragança-Vila Nova.

A empreitada representa um investimento de 2,2 milhões de euros na melhoria das acessibilidades e das condições de segurança da ligação entre Dine e a capital de distrito Bragança, numa extensão de 26 quilómetros, que actualmente encontram-se em avançado estado de degradação.

No âmbito desta empreitada está prevista a realização de trabalhos de reabilitação do pavimento existente, a reformulação dos cruzamentos e entroncamentos, a melhoria dos órgãos de drenagem e o reforço da sinalização e dos restantes equipamentos de segurança da via.

O prazo de execução da obra é de 300 dias, estando a conclusão prevista para Março de 2011.
Este é mais um investimento da EP - Estradas de Portugal, SA na melhoria das condições de circulação rodoviária e segurança dos utentes da Rede Rodoviária a seu cargo.


Jornal Nordeste

Nivel 6 na festa da Moimenta de 24 de Agosto de 2009

Eu sei que a ainda faltam uns meses para a festa na Moimenta, mas muita gente já deve estar a contar os dias que faltam para Agosto.
Agosto, férias, Moimenta, descanso para alguns e movimento para outros.
Bem aqui fica um pequeno video da actuação nos Nivel 6 o ano passado dia 24 de Agosto.


Agrochão recria Ciclo da Lã

As várias etapas que fazem parte do ciclo da lã, desde a tosquia à criação de peças artesanais no tear, foram recriadas, no passado sábado, na freguesia de Agrochão, no concelho de Vinhais.


Um grupo de pessoas da localidade e de aldeias vizinhas participou nesta iniciativa, organizada pela Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Agrochão (ACRDA), no âmbito do projecto ASA do Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS) de Vinhais.


Esta iniciativa, que também contou com a presença de alguns jovens, começou com a tosquia de uma ovelha, através do método artesanal. O tosquiador Manuel Borges pegou nas tesouras para fazer uma demonstração de como se tira a lã a uma ovelha. Terminada a tosquia do animal a lã é junta e passamos a ter o feltro, que é lavado em água bem quente. “A lã está muito suja, porque anda com as ovelhas o ano inteiro. 


Então tem que ser bem lavada antes de partirmos para a fase seguinte”, acrescenta a presidente da ACRDA, Maria da Graça Afonso.
A próxima etapa é a escarramiça da lã, que consiste na abertura da mesma para ficar fofa o suficiente para se fazer o manelo, que é colocado na roca para fiar. “ O manelo é feito no regaço. Com a lã escarramiçada é mais fácil fiar”, realça a responsável.


A fiação é umas das etapas principais deste ciclo e é feita de formas distintas. O fio usado para fazer na meia é fiado na roca, até dar origem à maçaroca, que é dobada e depois torcida para unir os dois fios, enquanto que o fio mais grosso usado no tear, principalmente para fazer cobertores, é rodelado num engenho próprio para o efeito.






Tradições do Mundo Rural
vão estar em destaque em cinco aldeias do concelho de Vinhais




Antes de passar para o tear ainda é preciso urdir, um processo complexo, que tem que ser feito com muita sabedoria e perícia. A urdideira, em forma de hexágono, é o instrumento onde se entrelaçam os fios para formar a teia, que é posta no tear para tecer. 


Para formar a teia são colocados 12 novelos de algodão nos casuleiros. Já a colocação da teia no tear não é tarefa fácil e tem que ser feita por quatro pessoas.


“A telecelagem é fácil. Até costumamos dizer que num tear aparelhado tece um burro albardado, o que quer dizer que depois de colocada a teia não é difícil tecer”, conta Maria da Graça Afonso.


Já no tear é possível fazer cobertores, tapetes ou mantas de lã. Antigamente, também havia quem fizesse o burel, que consistia em urdir e tecer com lã. “Era um tecido muito pesado, que tinha que ir ao pisão para ser amaciado. Aí era batido ao mesmo tempo que era molhado em água corrente, com dois malhos. Este tecido era usado para as mantas dos segadores e para as saias das senhoras”, recorda a presidente da associação.


Depois de tirar as peças do tear é feita a cardagem, que consiste em amaciar a lã. E assim termina o ciclo da lã, que antigamente, era um dia de festa. “Antes, no fim da escarramiça havia baile e comiam-se nozes e figos secos”, salienta Maria da Graça Afonso.


O Ciclo da Lã foi a primeira actividade realizada no âmbito das tradições, seguindo-se, segundo a técnica do CDLS de Vinhais, Dirse Loução, o ciclo da telha, em Romariz, o ciclo do pão, em Santalha, o reviver da profissão de ferreiro, em Vilar de Lomba, e as artes e ofícios da madeira, em Vila Boa. Estas iniciativas envolvem as associações locais.

Jornal Nordeste





Águia regressa à natureza

Uma Águia-de-Asa-Redonda, tam bém conhecida como Búteo (Buteo buteo), foi devolvida à natureza pela mão do Parque Biológico de Vinhais. 

Depois de recuperada no Centro de Recepção, Acolhimento e Tratamento de Animais Selvagens (CRATAS), na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), a ave de rapina foi devolvida ao meio selvagem, perante uma centena de crianças do ensino Pré-Escolar de Vila Flor. 


A águia foi recolhida na zona de Montalegre pelo Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional Republicana (SEPNA) de Chaves, em Dezembro de 2008, após ter sido vítima de um disparo que lhe fracturou o cúbito. Após um lento processo de recuperação, que passou por uma alimentação cuidada para a ave atingir o peso adequado, e realização de treinos de voo e caça, a ave foi devolvida à natureza na passada sexta-feira.


A directora do Parque Biológico de Vinhais, Carla Alves, explica como tudo aconteceu: “temos um protocolo com a UTAD e sempre que nos chegam ao parque animais feridos ou que foram apanhados por alguém e não estão em perfeitas condições de saúde, nós encaminhamo-los para o CRATAS”.


O veterinário de serviço, Roberto Sargo, iniciou a libertação da águia com uma pequena palestra sobre a recuperação da águia. “Após a primeira cirurgia, foi submetida a uma outra, correctiva, depois teve um processo de ossificação muito longo, para passar um ano a recuperar, pois tinha perdido muita massa muscular. Estes últimos 4 meses, teve de reaprender as técnicas de caça e mostrar que estava apta a ser libertada”, explicou.


A águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) é uma das aves de rapina mais comuns em toda a Europa, sendo a águia mais frequente em Portugal. Apresenta dimensões médias (entre 600 a 1100g e 51-56cm de comprimento), um aspecto compacto, cabeça arredondada e cauda relativamente curta, cerradamente listrada nos adultos. A cor da sua plumagem é muito variável, desde quase branco a castanho-escuro, sendo que a zona dorsal é geralmente castanha e a zona peitoral mais clara. Distribui-se pela Europa, Ásia e algumas ilhas do Pacífico e ocupa todos os tipos de habitat onde existam árvores e terrenos abertos, sendo frequente nas orlas dos bosques. 


A sua dieta baseia-se em pequenos mamíferos, principalmente ratos, mas podem complementá-la com lagomorfos (coelhos e lebres), aves, répteis, anfíbios e invertebrados, podendo também ter comportamentos necrófagos. 


Jornal Nordeste.

A Fraga e as fontes dos Três Reinos - Um bocado de tradição


Diz a tradição que, em tempos mais remotos, o rei D. Afonso III passou pela localidade Moimenta onde se hospedou por alguns dias, na casa da residência aí deixou uma carta de “foro” e outros privilégios escritos em pergaminho.
Não se sabe ao certo quando foi, mas supõe-se que foi em 1253, ano em que foi sucedido foral á Vila de Vinhais e Bragança. 
Como conta a tradição, havia “questões” fronteiriças com as aldeias Portugal/Moimenta, Leão/Cádavos e Castela/Castromil isto consequência da existência das fontes que nascem junto à linha da Raia e se estendem para Portugal. 
Os Espanhóis reclamavam a sua posse, ficando os portugueses com alguns direitos. A Fonte do Moço, por exemplo, nasce bem abaixo da Raia, terreno português que no Verão secava, mas a fonte dos três reinos nunca secava e era de grande importância para os gados beberem. Esta situa-se no extremo da área das três aldeias acima referidas e em pleno Verão não existem outras nas proximidades.
Quando o rei português veio à Moimenta, convocou uma reunião (Os três Reis) para solucionarem esses problemas. Chegaram então a um acordo criando uma área de aproximadamente 1000m2, onde existia um poço de terra batida (hoje em cimento) considerado bebedouro comum aos três povos (aberbadero comum aos três poeblos). Ainda hoje existe na povoação espanhola da Mesquita e da Moimenta, um documento escrito pelas autoridades fronteiriças, a quando da colocação dos “marcos intermédios”, a fazer referência ao dito bebedouro.
Na aldeia de Moimenta encontra-se um rochedo conhecido por “A Fraga dos Três Reinos”, onde existem três cruzes esculpidas numa rocha, cada qual voltada para o seu reino, que teriam sido mandadas construir pelos três Monarcas.
Na documentação encontrada faz-se ainda referência a uma merenda dos Monarcas onde se teria dito “ bebemos da mesma fonte, comemos na mesma mesa (Fraga dos Três Reinos) cada um voltado para o seu reino”.
Dizem os habitantes da Moimenta que ouvem cantar os galos de três Reinos.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Esperado um ano difícil no combate a incêndios no distrito de Bragança

Grande quantidade biomassa produzida neste Inverno chuvoso poderá conduzir ao deflagrar de grandes incêndios no Verão.

Contando, sensivelmente, com os mesmo meios relativamente ao ano passado, as entidades envolvidas no combate aos fogos florestais do distrito de Bragança prevêem que este será um ano difícil, dada a grande quantidade de biomassa produzida durante o Inverno e Primavera. Apesar das dificuldades, as entidades apostam numa melhor organização e uma maior atitude cívica dos cidadãos para que o pior não aconteça. “Estamos preparados para o pior dos cenários”, afirmou Melo Gomes, comandante do Centro Operacional de Operações e Socorro.

Segundo o Comandante, as queimadas de Inverno foram insuficientes porque o tempo não permitiu a realização de mais. Logo que entre a fase Bravo, equipas do SPNA (Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente Temos equipas do SPNA), da GNR vão actuar para que a gestão dos combustíveis finos seja feita. Jorge Gomes, Governador Civil explicou que, ao nível da organização de meios há uma evolução significativa, relativamente a anos drásticos no que respeita a fogos incêndios, como o ano de 2003 e 2005.

Uma das medidas prevista no plano deste ano é que sempre que se registe uma ocorrência os meios mais próximos do local sejam de imediato mobilizados, independentemente do concelho onde ocorram. Por outro lado, haverá um reforço meios em cada ocorrência, para evitar que os fogos não atinjam grandes dimensões. Está definido no plano que a prioridade máxima e absoluta é um “ataque inicial rápido e musculado”, explicou Melo Gomes.

Apesar da crise, o Governador Civil, disse que não haverá poupança de meios a esse nível, porque o mais importante é não permitir que arda a floresta, o que resultaria em maiores prejuízos. Segundo Jorge Gomes, mais vale que sobrem meios no terreno do que façam falta. Outra das grandes apostas desta organização é que não haja reacendimentos.

A própria palavra “circuito”, referente a incêndios, foi banida e substituída pela expressão “fogo controlado”. Para Jorge Gomes, “é fundamental que quando atacamos um incêndio o façamos até ao fim. As operações de rescaldo são fundamentais e uma vigilância bem feita ao pós incêndio é fundamental, porque um reacendimento é tão perigoso ou mais do que um incêndio e é um esforço redobrado”. Isto porque os homens envolvidos na primeira intervenção terão de voltar a deslocar-se ao mesmo local, para combater o mesmo incêndio. Num ano de risco como o que se aguarda se no Verão se atingirem altas temperaturas, espera-se também, do cidadãos, um melhor comportamento cívico.

Para o Governador essa é, igualmente, uma componente fundamental. “Se as pessoas entenderem que devem provocar mais do que é natural, é evidente que, se calhar, não teremos capacidade de resposta”, disse. Com meios semelhantes, haverá, no entanto, um reforço de 15 dias de actuação na fase Delta. Por outro lado, o distrito passou a contar, durante todo o ano, com nove Equipas de Intervenção Permanente (EIP) nas Cooperações de Bombeiros e estão em fase de constituição mais três. No total serão 12 as EIP constituídas, que abrangem todos os concelhos, menos Macedo de Cavaleiros que não aderiu a esta criação de meios, pagos em percentagem igual autarquias e pelo Governo.

Na fase Bravo, a partir de amanhã, dia 15 de Maio, até 30 de Junho, que, dependendo das condições climatéricas poderá ser adiada, estarão disponíveis 259 homens, três postos de vigia, e um helicóptero que ficará na serra de Nogueira. Contudo, poderá deslocado para Bornes, sempre que a avaliação dos riscos o justifique. “Temos também um reforço dos meios aéreos nacionais”. Deste modo, “o helicóptero que está posicionado na Meda, distrito da Guarda, poderá fazer acções junto de Carrazeda”, explicou Melo Gomes.

Na fase Charlie, de um de Julho a 30 de Setembro, estarão disponíveis 445 homens, dois helicópteros e 11 postos de vigilância. Na fase Delta de, um a 31 de Outubro, estarão disponíveis 209 homens e três postos de vigia. A vigilância será reforçada com os voluntários, através do Programa de vigilância das florestas do Instituto Português da juventude.

Fonte:Mensagueiro de Noticias

Torres medem o vento em Montesinho e perto da estrada que vai da Moimenta à Mofreita

A empresa irlandesa Airtricity, comprada, recentemente, pela Scottish Southern Energy Renewables, já investiu mais de meio milhão de euros na instalação de torres de medição de vento em pontos estratégicos dos concelhos de Bragança e Vinhais.

Recorde-se que, em 2007, foi apresentado um mega-projecto de produção de energia eólica, que contemplava a instalação de aerogeradores em diversas zonas do Parque Natural de Montesinho (PNM). Mofreita (Vinhais), Zeive, Soutelo, S. Julião de Palácios, Rabal, Deilão e Babe (Bragança) foram algumas das freguesias contempladas para a colocação de ventoinhas.

Para garantir a disponibilidade dos terrenos numa zona considerada “a pérola” para produção de energia eólica, a empresa tem vindo a pagar renda das propriedades a Juntas de Freguesia e Comissões de Baldios. Apesar da Scottish Southern Energy Renewables preferir não revelar o montante investido na região, o Jornal NORDESTE sabe que há autarquias a receber mais de 2500 euros por ano pela renda dos terrenos, um valor que tem vindo a ser actualizado pela empresa irlandesa, ano após ano.

Os autarcas da região também estão do lado do projecto.

O presidente da Junta de Freguesia de Rabal, Paulo Hermenegildo, defende a concretização dos parques eólicos, considerando que é fundamental para garantir a autonomia financeiras das Juntas de Freguesia face ao poder central. “Iremos receber cerca de 10 mil euros/ano por cada aerogerador instalado, o que nos traria receitas suficientes para avançarmos com projectos importantes para as freguesias”, salienta o autarca.

Três anos após a apresentação do projecto, a Scottish Southern Energy Renewables já colocou cerca de nove torres meteorológicas em zonas estratégicas do PNM, que permitem medir a velocidade do vento em tempo real.

Instalação de parques eólicos só poderá avançar depois do governo abrir concursos para a atribuição de potência na região

Com funcionários permanentes no terreno, a concretização do projecto da empresa irlandesa depende, agora, da abertura de concursos para a atribuição de potência na região. “Em Portugal não abrem concursos para a atribuição de potência desde 2008 e nessa data não foi contemplada esta zona do País”, constata o director de estratégia e comunicação da Scottish Southern Energy Renewables, Alexandre Ipolliti Carrelhas.

No entanto, o responsável garante que o mega-projecto eólico não está parado, visto que antes de avançar para a instalação das ventoinhas é necessário fazer uma série de estudos sobre o vento para salvaguardar o sucesso o projecto.
Além disso, a empresa também já iniciou os estudos de impacte ambiental, visto que a instalação dos parques eólicos está prevista dentro de uma zona protegida. “O plano de ordenamento do PNM prevê a instalação de parques eólicos, desde que se cumpram determinadas normas.

O facto de ser uma zona protegida poderá trazer alguns constrangimentos, visto que é necessário estudos de impacte ambiental. No entanto, é possível minimizar os impactos numa articulação entre todas as entidades”, sublinha Alexandre Carrelhas.

Entretanto, a empresa irlandesa continua com uma forte ligação à região, nomeadamente através dos protocolos celebrados com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, com o Instituto Politécnico de Bragança e através da parceria com a Câmara Municipal de Bragança para a constituição do Bragança Parque.

Por: Teresa Batista
Jornal Nordeste